Caiafarsa

Desmascarando o protestantismo

O PAPIRO DO LIVRO DE ABRAÃO E JOSEPH SMITH

Por n/c
Fonte: http://www.carm.org/lds/ldspapyri.htm
Tradução: Emerson H. de Oliveira
Publicado em 22/04/2009

Há muitas provas de que Joseph Smith foi um falso profeta, mas os mórmons normalmente não as aceitarão. Das evidências bíblicas que contradizem a teologia mórmon, para as contradições dentro de sua própria história e doutrina, abundam provas. Mas os mórmons, completamente dedicados à sua religião e seu testemunho, não poderão ver as evidências. Eles não confiam na evidência bíblica, nem na evidência histórica, mas só confiam em um ‘testemunho’ de que o mormonismo é a igreja restabelecida e Joseph Smith é seu verdadeiro profeta.

Um dos testes de se uma crença é ou não fundamentada na realidade é se pode ou não ser provada que é verdadeira ou falsa. Se alguém diz “eu não me preocupo que evidência você irá me mostrar, eu sempre irei crer” então a fé desta pessoa não está arraigada na realidade. E como cristianismo é uma religião de história, crucificação, ressurreição, sepulcro vazio, etc., é uma religião arraigada na realidade. Se pudesse ser provado sem dúvida que Jesus não ressuscitou, então o cristianismo seria uma falsa religião. Da mesma forma, se pudesse ser provado que Joseph Smith foi um falso profeta, então o mormonismo é uma falsa religião. Acontece que há prova para isso.

O Livro de Abraão

Joseph Smith alegou que um anjo lhe apareceu e lhe revelou a localização de algumas placas de ouro nas quais estava escrito o relato de antigos povos da América. Joseph Smith depois traduziu essas placas ao que é agora conhecido como o Livro de Mórmon. Esta tradução foi feita pelo poder de Deus por meios especiais. Joseph Smith, sendo o instrumento escolhido do Senhor, se tornou o profeta da igreja mórmon, tendo o ofício de Vidente. Um Vidente, segundo o Livro de Mórmon em Mosiah 8:13, pode traduzir registros que são intraduzíveis. Então, Joseph Smith pôde traduzir as placas de ouro no Livro de Mórmon. Mas suas habilidades de Vidente não pararam por aí.

E

Como Profeta e Vidente da Igreja, Joseph Smith teve permissão de examinar os rolos de papiro na exibição e, para o choque de todos, revelou que “um dos rolos continha os escritos de Abraão, outro os escritos de José do Egito” (História da Igreja, Vol. 2: 236. julho de 1835). A Igreja comprou a exibição por $2400. Joseph terminou sua tradução do Livro de Abraão depois de algum tempo, mas o livro de José nunca foi traduzido. O papiro logo depois foi perdido e pensou-se que foi destruído em um incêndio em Chicago em 1871. Então, não havia nenhum modo para validar a tradução de Joseph. Se o papiro fosse redescoberto e ou fosse traduzido, isto provaria ou contestaria as habilidades de Joseph como um profeta de Deus. Afinal de contas, supunha-se que ele era um profeta e supostamente tinha as habilidades de um Vidente como o Livro de Mórmon e o Livro de Abraão provaram.

Em outubro de 1880, A Pérola de Grande Valor, uma coleção de escritos que continha o livro de Abraão, foi reconhecida como escritura pela Igreja mórmon.

Os papiros são encontrados

Em 1966, para o espanto de todos, os papiros foram redescobertos em uma das salas do Museu de Arte Metropolitana de Nova Iorque. O Deseret News de Salt Lake City de 27 de novembro de 1967 reconheceu o redescobrimento do papiro. Na parte de trás do papiro estavam “desenhos de um templo e mapas do Kirtland, área de Ohio” (1). Não poderia haver nenhuma dúvida de que este era o documento original do qual Joseph Smith traduziu o livro de Abraão.

Com o papiro redescoberto e os hieroglíficos egípcios serem decifráveis nos anos 1800, seria então uma tarefa fácil de traduzir o papiro e provar que Joseph Smith de uma vez por todas era uma profeta com o dom de “Vidente” como ele e a igreja mórmon afirmavam. Isto provaria a verdade do Livro de Mórmon e do Livro de Abraão e demonstraria que Joseph Smith era um verdadeiro profeta de Deus.

O que dizem os peritos?

Joseph Smith copiou três desenhos dos rolos de papiro egípcios e os etiquetou como fac-símile nº 1, nº 2, nº 3 e os incorporou no Livro de Abraão com explicações do que eles eram. Os egiptologistas viram os desenhos e descobriram que a interpretação de Joseph Smith estava errada. Mas os mórmons, em defesa do livro sagrado, continuaram a admitir que os fac-símiles por si só não eram suficientes para provar que Joseph Smith estava errado em suas habilidades de tradução. Com o redescobrimento do papiro, ali estavam não só os mesmos desenhos nos rolos, mas também o texto do qual Joseph Smith fez sua tradução. Agora era possível determinar a precisão das habilidades de tradução de Smith.

Fac-símile nº 1

Joseph Smith disse que o fac-símile nº 1 era de um pássaro como o “Anjo do Senhor” com “Abraão amarrado em um altar” sendo oferecido como um sacrifício por um falso sacerdote. Os potes debaixo do altar eram vários deuses: “Elquena, Libna, Mamacra, Corás e Faraó”, etc.

Na realidade, esta é “uma cena de embalsamento mostrando o defunto deitado em um sofá em forma de leão” (2)

No papiro original, este desenho está anexado aos hieroglíficos (veja figura A) dos quais Joseph derivou o começo do livro de Abraão que começa com as palavras, “Na terra dos caldeus, na residência de meus pais, eu, Abraão, vi que me era necessário encontrar outro lugar para morar” (Pérola de Grande Valor|Abraão 1:1). Na realidade, os hieróglifos são traduzidos como: “Osíris será conduzido ao Grande Lago de Khonsu – e como Osíris Hor, justificado, nascido para Tikhebyt, justificado – depois seus braços foram colocados em seu coração e a Respiração permitiu (o qual [Isis] fez e escreveu por dentro e por fora) foi embrulhado em linho real e colocado debaixo de seu braço esquerdo próximo ao coração; o resto da bandagem deveria ser embrulhado por cima. O homem para quem este livro foi copiado irá respirar para sempre e sempre como os deuses” (3)

“É a porção egípcia de abertura de um Shait en Sensen, ou Livro de Respirações… um texto funerário que originou-se do antigo e complexo Livro dos Mortos”. “Este papiro em particular foi preparado (como determinou pela escrita, grafia, conteúdo, etc.) em alguma época do final da era ptolemaica e início do período romano (cerca de 50 A.C. a 50 d.C.)”. (4)

Figura A

A figura A é uma reconstrução profissional do original (figura B). Note os hieroglíficos do lado direito dos quais Joseph Smith começou sua tradução Livro de Abraão.

Na realidade, “descreve o embalsamento mítico e a ressurreição de Osiris, deus egípcio do mundo inferior. Osíris foi morto por seu invejoso irmão Set, que cortou seu corpo em 16 pedaços e os espalhou… O deus com cabeça de chacal, Anúbis, é visto aqui embalsamando o corpo de Osíris na tradicional cama em forma de leão deitado, de forma que ele pudesse voltar a vida…” (5)

Figura B

A figura B (à direita) mostra uma reimpressão do verdadeiro papiro usado por Joseph Smith.

Note as áreas onde o papiro foi perdido. É neste que Joseph Smith “terminou” o desenho que resultou no Fac-símile nº 1. Sua restauração, de segundo os egiptologistas, revela uma completa falta de compreensão da prática e teologia egípcia.

Fac-símile nº 2

Como é explicado por Joseph Smith e é incluído na Pérola de Grande Valor, o segundo desenho contém cenas diferentes que Joseph Smith interpretou. Eles variam: “Colobe, que significa a primeira criação, a mais próxima do celeste, ou seja, da morada de Deus. A primeira em governo, a última pertencente ao cálculo de tempo”. “Fica perto de Colobe, chamada pelos egípcios Oliblis, que é a seguinte grande criação governante próxima do celeste, que é o lugar onde Deus reside”. “Feita para representar Deus sentado em seu trono, revestido de poder e autoridade”. “Chamada, em egípcio, Enis-go-on-dos; este também é um dos planetas governantes e os egípcios dizem ser o Sol e tomar emprestada a luz de Colobe, por meio de Cae-e-vanrás, que é a Chave suprema…”

Mas novamente a erudição discorda com a tradução de Joseph. “Na verdade isto é amuleto funerário bastante comum chamado de hipocéfalo, porque era colocado abaixo (hipo) da cabeça de uma múmia (céfalo). Seu propósito era manter magicamente o defunto aquecido e proteger seu corpo da profanação por ladrões de túmulos”. (6)

Fac-símile nº 3

Segundo Smith, este desenho mostra “Abraão sentado no trono do Faraó, por cortesia do rei, com uma coroa na cabeça representando o Sacerdócio como emblema da grande Presidência no Céu… O rei Faraó, cujo nome é dado nos caracteres acima de sua cabeça …significa Abraão no Egito…Olinla, escravo pertencente ao príncipe”.

Mas isto não é o que os egiptologistas dizem ser o significado do fac-símile nº 3. Pelo contrário, mostra “o morto sendo conduzido diante de Osíris, deus dos mortos, e atrás do entronado Osíris está sua esposa Ísis.” (7)

Conclusão

Deveria ser bastante óbvio que a erudição revelou que Joseph Smith não traduziu o Livro de Abraão pelo poder de Deus como ele tinha reivindicado. Segue-se que se ele não traduziu o Livro de Abraão pelo poder de Deus, então seria muito fácil concluir que ele também não traduziu o Livro de Mórmon pelo poder de Deus.

Quando Joseph fez sua tradução, os hieróglifos eram indecifráveis. Hoje eles são. Ele estava seguro em dizer qualquer coisa que quis e não havia nenhum modo de provar que ele estava errado. Mas com a descoberta do mesmo papiro do qual ele fazia sua tradução do Livro de Abraão, e o fato de que ele não a fez de forma correta, deveria ser prova suficiente de que Joseph Smith mentiu sobre suas habilidades de Deus. Por isso ele foi mostrado ser um falso profeta.

Para mais boas e extensivas informações sobre o Livro de Abraão, visite: http://www.irr.org/mit/Book-of-Abraham-page.html

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Notas:
[1] Improvement Era, January 1968, p. 25; as cited in “..by His Own Hand Upon Papyrus” by Charles M. Larson, Institute for Religious Research, Grand Rapids, MI 49505-4604, 1992.
[2] Joseph Smith Among the Egyptians, by Wesley P. Walters. 1973, Reprinted by Utah Lighthouse Ministry, Box 1884, Salt Lake City, Utah 84110.
[3] Dr. Klaus Baer, The Breathing Permit of Hor. A Translation of the Apparent Source of the Book of Abraham, p. 119-120 as cited in Joseph Smith Among the Egyptians, by Wesley Walters.
[4] Larson, Charles M., by his own hand upon papyrus, Institute for Religious Research, Grand Rapids, Mich. 1992, p. 62.
[5] Larson, p. 102.
[6] Larson, p. 104.
[7] Walters, p. 29.

Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5492

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Written by CAIAFARSA PROTESTANTE

dezembro 17, 2010 às 5:22 pm