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Pr. ANÍBAL PEREIRA DOS REIS – FORJOU UM CARTA

A MENTIRA:

Parte da carta forjada pelo ex-padre ANÍBAL PEREIRA DOS REIS e atribuída ao Cardeal Agnelo Rossi:

“… estudem medidas a serem adotadas para coibir e neutralizar os efeitos do trabalho desse sacerdote. Se nós o perdemos, o que foi enorme prejuízo, agora é necessário barrar-lhe a impetuosidade. O que fazer? Como já disse, é preciso que se estudem medidas adequadas. Talvez promover alguma coisa para desmoralizá-lo entre os próprios protestantes.Os bispos do Brasil devem se convencer de que o Padre Aníbal é o sacerdote que atualmente mais causa preocupações a Paulo VI…”

ONDE SE ENCONTRA:

http://br.geocities.com/conexaoberlim/a133.htmhttp://famarte.sites.uol.com.br/aparecida.html

A VERDADE:

MENTIRA DO EX-PADRE ANIBAL PEREIRA DOS REIS – Infeliz pastor: ANÍBAL PEREIRA DOS REIS – Em síntese: O pastor batista Aníbal Pereira dos Reis, já falecido, ainda em nossos dias, é citado como fonte de agressões à Igreja. Este fato sugere a conveniência de se dizer ao grande público quem era tal irmão, não pelo falso prazer de denegrir alguém, mas para o bem da verdade, à qual têm direito todos os interessados no assunto. Em sua sanha anticatólica o infeliz pastor chegou a falsificar um documento envolvendo os nomes de dois Cardeais da Igreja.

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Em continuidade com o artigo precedente, vai, a seguir, apresentada a figura do pastor Aníbal Pereira dos Reis tal como PR (Revista “Pergunte & responderemos”) já a apontou em seu número 192/1975, pp. 538-542. Ao fazê-lo, temos em vista unicamente trazer à tona a verdade dos fatos, lamentando ter que recorrer a tal expediente. Tenha Deus em sua paz a alma do infeliz irmão!

QUEM FOI ANÍBAL PEREIRA DOS REIS?

Trata-se de um ex-padre que se fez batista em 1965 e, de então por diante, se tornou violento adversário da Igreja Católica, combatendo-a através de escritos e pregações.

Não comentamos o fato de que o pastor Aníbal agrida aquela Igreja em que renasceu pelo S. Batismo, estudou e foi ordenado ministro de Jesus Cristo… Há, porém, modos diversos de se opor a alguém ou a alguma instituição. Com efeito, existe a polêmica digna, científica, que, por vezes, pode honrar a quem a conduz. Mas também existe a polêmica que, obcecada pela paixão, não recusa a falsificação, a mentira, a calúnia, a sátira e as injúrias. Ora tal é o modo como o pastor Aníbal se volta contra a sua Santa Igreja; é profundamente passional e obsessivo, de tal modo que já forjou documento falso (que ainda ousou defender como legítimo, depois de comprovada a sua falsidade); além disto, usa linguagem da mais incisiva agressividade.

Tenha-se em vista, com efeito, a pseudo-carta publicada pelo “Jornal Batista” de 19 a 23 de janeiro de 1972 a pedido do pastor Aníbal: seria uma missiva dirigida pelo Cardeal D.Agnelo Rossi, como Prefeito da S. Congregação para a Evangelização dos Povos em Roma, ao Cardeal D.Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo. Neste texto aquele prelado admoesta o arcebispo de São Paulo a que se acautele contra a ação “missionária” do pastor Aníbal Pereira dos Reis; este seria “um dos sacerdotes mais cultos do Brasil”, dotado de “enorme capacidade de trabalho”. Diz mais o texto dessa pseudo-carta:

“Os seus livros, além de suas pregações, vêm causando enormes dificuldades para os nossos planos aí no Brasil… Se nós o perdemos, o que foi enorme prejuízo, agora é necessário barrar-lhe a impetuosidade… O padre Aníbal é o sacerdote que atualmente mais causa preocupações a Paulo VI. Mande-me sempre notícias, bem como recortes interessantes de normais e revistas”.

Essa pretensa carta, em última análise, constitui uma “louvação” à pessoa do pastor Aníbal dos Reis e uma recomendação publicitária e comercial dos livrso do mesmo”; pastor quis fazer sua promoção própria e engariar novos lucros para si, além de desfigurar a S. Igreja Católica. Aliás, o Sr. Aníbal não perdia ocasião de fazer elogios e publicidade de suas obras em capas de livros, roda-pés, cantos de página dos escrito que ele podia atingir. Como se vê, em janeiro 1972 chegou mesmo a forjar um documento ameaçador, de linguagem vulgar, atribuindo-o a uma figura eminente da Igreja Católica, ou seja ao Cardeal Rossi.

E como se prova que forjou?

O Cardeal D. Agnelo Rossi, em Roma, sabedor da fraudes, escreveu para “O Jornal Batista” um artigo acompanhado de missiva datada de 05/02/1972, em que denunciava a falsidade do dito documento e pedia fosse essa denúncia publicada com o mesmo destaque e no mesmo local de “O Jornal Batista”, conforme a ética profissional.

Eis o teor do artigo de D. Agnelo Rossi, confome foi publicado pelo “O Jornal Batista” de 5 de março de 1972, p.1:

GROSSEIRA FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO DA CÚRIA ROMANA

“Afortunadamente lembrou-se alguém de me enviar o exemplar de “O Jornal Batista” (19 a 23 de janeiro de 1972, ano LXXII, nº 4), que coloca em destaque na primeira página sob o título ‘A hierarquia católica quer liquidar o ex-padre Aníbal?’ um documento da S. Congregação de Propaganda Fide, com minha assinatura. Teria eu enviado uma carta a Dom Paulo Evaisto Arns em 12 de novembro de 1971, em que, além descabidos elogios ao padre Aníbal Pereira dos Reis, hoje pregador batista, reconheceria nele ‘o herege mais em evidência no Brasil’ e, depois de ter auscultado as preocupações do S. Padre sobre o caso, teria sugerido à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que ’se estudem medidas adequadas’… ‘para desmoralizar’ Aníbal e ‘barrar-lhe a impetuosidade’. Comentando a sibilina carta, ‘O Jornal Batista’ pontifica: ‘Roma é sempre a mesma’.

Evidentemente caí das nuvens… simplesmente porque a carta é apócrifa e o documento é grosseiramente falsificado. Espero, portanto, que, de acordo com a ética profisisonal jornalística, ‘O Jornal Batista’, com o mesmo destaque, reproduza a devida retratação, se não quiser ser cúmplice de crime contra a verdade e a justiça.

Poderia dissertar longamento sobre o assunto; procurarei, entretanto, ser breve na justificação da minhja assertiva, sem descer a comentário sobre a indigna manobra e suas desabonadoras conseqüências.

É apócrifa a carta. A Dom Paulo, meu sucessor, escrevo geralmente à mão (parece-me mais familiar e minha letra é legível), mas sempre com algum calor, que traduz meu afeto e apreço a ele e à Arquidiocese de São Paulo. Naquele 12 de novembro, aliás, estava muito ocupado com o Sínodo e, se quisesse tratar de um assunto para CNBB, tinha aqui em Roma, em pessoa, o seu Presidente Dom Aloísio Lorscheider, meu íntimo amigo e outros prelados brasileiro delegados ao Sínodo. Com referência à CNBB, esclareço que não sou seu embaixador aqui em Roma nem Dom Paulo é meu porta-vos junto à CNBB. Interesso-me naturalmente pela sorte da Igreja no Brasil, mas nem substituo, nem oriento a CNBB, nem sou o prota-vos do Papa para o Brasil, pois não de hoje existem canais competentes para tanto. Como prelado brasileiro, desejando sugerir algo à CNBB, é óbvio, recorro ao seu Presidente ou ao seu Secretário Geral. E, afinal, devo confessar que, se Aníbal Pereira dos Reis não estivesse agora ligado a esta infeliz e deprimente manobra, talvez, se me lembrasse dele, seria apenas para rezar por ele.

Afirmei que a falsificação do documento é grosseira. Forjaram um papel oficial, que nunca poderia existir em nossa Congregação. Pois o escudo é do Papa Paulo VI e não da nossa Congregação. O título é anacrônico, de antes do Vaticano II. O documento publicado não é protocolado, o que é absolutamente necessário para indicar sua autenticidade e validade. Não observa a praxe da Cúria quanto ao modo de indicar o destinatário e quanto à conclusão. Reproduz uma assinatura minha, anterior ao meu cardinalato e à minha indicação como Prefeito da S. Congregação para Evangelização do Povos. Fotografou-se uma minha anterior assinatura (sic: + Agnelo Rossi), quando hoje, nos documentos oficiais, assino, graças à universalidade de minha missão na Igreja, sem a cruz antecedendo meu nome, com estes dizeres: Agnelo Card. Rossi, Pref. Colocaram a tal assinatura abaixo de uma carta que, pelo estilo e conteúdo, nunca poderia escrever. Infeliz manobra!

Porque nada se constrói de bom sobre a falsidade e a mentira… e porque ainda creio que a direção de “O Jornal Batista’ tenha sido ludibriada em boa fé, quanto ao documento, ouso esperar o conseqüente e nobilitante gesto de retratação de um jornal que se preza ser órgão oficial da Convenção Batista Brasileira.

Cardeal Agnelo Rossi

Roma,5-2-1972″

A carta que acompanhava tal artigo, era a seguinte:

SACRA CONGREGATIO

PRO GENTIUM EVANGELIZATIONE Roma,7-2-72

SEU DE PROPAGANDA FIDE

“A ‘O Jornal Batista’

Tendo “O Jornal Batista” publicado, em destaque, na primeira página, um documento falso de nossa Congregação, com assinatura minha, retirada de qualquer outro documento antes de minha elevação ao cardinalato, espero que, de acordo com a ética jornalística, publique, com o mesmo destaque e no mesmo local, a retratação anexa.

Não lhe faço pedido oficial, formalizado pelo S. Congregação para a Evangelização dos Povos ou endereçados ao Ministério da Justiça do Brasil, mas confio na lisura e na seriedade de ‘O Jornal Batista’.

Atenciosamente

Agnelo Car. Rossi”

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Em poucas palavras, eis o que estes documentos querem dizer: alguém (o próprio Aníbal dos Reis) tomou o cabeçalho de uma antiga folha de papel de carta da Congregação para a Propagação da Fé (que em 1972 já se chamava “Congregação para Evangelização dos Povos”); esse cabeçalho terá sido tirado de um documento qualquer da Congregação emanado antes de 1972 e encontrato pelo pastor Aníbal. À guisa de armas, colocou, ao lado da rubrica, as armas de Paulo VI (que não figuram em papel das Congregação Romanas); colocou todo esse cabeçalho em folha de papel-carta comum; aí bateu à máquina a pretensa missiva do Cardeal Rossi ao Cardeal Arns e no fim colocou uma assinatura (encontrada em seus arquivos) de D.Agnelo Rossi, e não Agnelo Car. Rossi); pediu ao tabelião o reconhecimento dessa firma, reconhecimento que foi dado, pois D.Angelo Rossi realmente assinava +Agnelo Rossi quando estava em Ribeirão Preto, mas nunca assinaria +Agnelo Rossi quando prefeito da Congregação para a Egangelizawção dos Povos.

Ao ver a denúncia, o pastor Aníbal Pereira dos Reis insistiu em defender a genuinidade da carta que forjara. Essa apologia saiu publicada no “O Jornal Batista’ de 19 de março de 1972; finalmente apareceu também um libelo do pastor Aníbal Pereira dos Reis intitulado “O Cardeal Agnelo Rossi desmascara o ecumenismo”, contendo todo o documentário respectivo. Quem ler essas páginas de defesa, verifica que absolutamente nada dizem de válido; contornam o problema; ofuscam o leitor incauto, mas deixam ficar a evidência da fraude que o pastor Aníbal quis legitimar.

Diante de tais fatos, de que a Imprensa batista mesma se tornou o porta-vos, pergunta-se: pode-se dizer que a mentira, a falsidade e a fraude são os instrumentos de autêntico ministro do Evangelho? Quem recorre a tais meios, ainda está procurando difundir realmente o Reino de Cristo ou está servindo a si mesmo, visando à sua autopromoção e descarregando azedumes pessoais sobre o grande público? O Evangelho ensina a verdade e a caridade; quem deseja ser arauto do mesmo, há de se distinguir pelo culto destes dois grande valores cristãos.

Cai a farsa.

Written by caiafarsa

julho 26, 2007 at 6:04 am

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