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A ANGÚSTIA INFERNAL DOS HEREGES


“em toda parte, sem exceção, há mais suicídios entre os protestantes do que entre os adeptos dos demais credos” (Durkheim, 1982:115).


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Narrativas sobre o suicídio em uma cidade do Sul do Brasil

Considerações históricas sobre o suicídio segundo Durkheim

Desde o século XVIII o suicídio vinha sendo tratado como um problema de ordem moral, para mais adiante, no século XIX, ser visto como um crescente problema social o que exigia uma explicação. Para o filosófo Durkheim, o tema suicídio dava a possilbilidade ímpar de poder demostrar os princípios estabelecidos em seu tratado metodológico, criado em 1895, As Regras do Método Sociológico. Para ele constituía um exemplobastante significante para estabelecera compreensão científica da sociologia como uma disciplina independente.Explicar um evento individual que parecia depender quase exclusivamente de fatores pessoais, psicológicos, mas que expressava uma forma de dissolução dos laços que unem os homens, possibilitava entender quais os laços que os levam a se associarem.

Durkheim realiza umextenso trabalho sobre suicídio delimitando e discutindo seu conceito na Obra O Suicídio, publicado em 1897. “Chama-se suicídio todo o caso de morte que resulte direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo, praticado pela própria vítima, sabedora de que devia produzir esse resultado” (Durkheim, 1982:16). O filósofo francês diz que o suicídio torna-se objeto de interesse da sociologia, pois questiona que o suicídio depende exclusivamente de fatores individuais e que sua explicação cabe na psicologia. “…se em lugar de vermos no suicídio apenas eventos particulares, isolados uns dos outros e que exijam , cada um deles exame em separado, consideramos o conjunto dos suicídios cometidos em dada sociedade durante um dado espaço de tempo, vemos verificar que o total assim obtido não é a simples soma de unidades independentes, um todo de coleção, mas que é novo sui generis, com undade e individualidade, pois com sua natureza própria,e que, além disso, essa natureza é eminentementesocial” (Durkheim, 1982:18). Durkheim ainda diz que cada sociedade tem um momento em sua história uma predisposição defina para o suicídio.

Nesta obra, Durkheim dedica toda a primeira parte a fatores extra-socias como loucura, raça, hereditariedade, clima temperatura, sazonalidade e a imitação. O filósofo refere tipos de suicídio, tais como suicídio maníaco, melancólico, obsessivo, impulsivo e automático e a sua conclusão é que não existe nenhum estado psicopático que mantenhacom o suicídio uma relação regular e incontestável. Da mesma maneira, não encontra relação com os estados psicológicos normais, raçae hereditaridade, nem com fatores cósmicos e imitação.

Durkheim segueseu estudo, e disserta causas socias e tipos sociais, dividindo o tema em partes: método para determinar as causas e os tipos sociais; os diversos tipos de suicídio: egoísta, altruísta e anômico; conclusão, com uma classificação morfológica sobre formas individuais dos diferentes tipos de suicídio. Assim esta parte do estudo de Durkheim torna-se o cerne de sua proposta que fica claramente definida quando afirma que: “Concluímos, de fato, que existe, para cada grupo social, uma tendência específica ao suicídio que nem a constituíção orgânico-psíquica dos indivíduos nem a natureza do ambiente natural explicam. Resulta disso, por eliminação, que essa tendência deve depender de causas sociase constituir por si mesma um fenômeno coletivo; inclusivo, certos fatos que examinamos, sobretudo as variações geográficas e periódicas do suicídio, nos levam expessamente a essa conclusão” (Durkheim, 1982:106).

Para entender o suicídio como fenômeno coletivo Durkheim diz :” teremos que entender encará-lo desde o início sob forma forma coletiva, isto é, através de dados estatísticos. A taxa social é o que temos de tomar diretamente por objeto de análise; é preciso ir às partes”. Conclui então o seguinte: ” Para isso, deixando de lado, por assim dizer, o indivíduo enquanto indivíduo, seus motivos e suas idéias, indagaremos imediatamente quais são os estados dos diferentes meios socias (credos religiosos, famílias, sociedade política, grupos profissionais etc.), em função dos quais o suicídio varia. Só depois, voltando aos indivíduos, estudaremos de que modo essas causas gerais se individualizam para produzir os efeitos homicidas por elas implicados” (Durkheim, 1982:112).

Ao analisar os três tipos de suicídio, que é o ponto central de sua pesquisa, Durkheim na primeira parte, analisa e denomina de suicídio egoísta, estabelecendo três pressupostos: O suicídio varia na razão inversa do grau de integração da sociedade religiosa. O suicídio varia na razão inversa do grau de integração da sociedade política. Estuda então, as informações referentes ao número de suicídio entre os estados protestantes, mistos (católicos e protestantes), católicos, católicos gregos, concluindo que “em toda parte, sem exceção, há mais suicídios entre os protestantes do que entre os adeptos dos demais credos” (Durkheim, 1982:115). O autor explica que há diferenças entre as populações mais intelectualizadas e viverem nas cidades seria a razão de terem maior inclinação ao suicídio do que os participantes de outras religiões e, assim, ficarem alheios à religião que praticam. Porém, conservam, em vista de outras religiões, as mais baixas taxas. O abalo das crenças tradicionais, que tem como consequência a possibilidade de se multiplicarem as cisões. Assim conclui-se que o maior número de suicídios no protestantismo decorre do fato de que esta religião menos fortemente integrada do que católica. “A influência benfazeja da religião não se deve, pois, à natureza específica das concepções religiosas. Se ela preteje o homem contra o desejo de se destruir, não é porque lhe pregue, com argumentos peculiares, o respeito por sua pessoa, mas porque é uma sociedade”. Explica também que ” o que constitui essa sociedade é a existência de certo número de crenças e de práticas comuns a todos os fiéis, crenças que são tradicionais e, por conseguinte, obrigatórias”. (Durkheim, 1982:129).

Em seguida Durkheim trata de dois aspectos relacionadosao suicídio: a vida da família e a sociedade política. Conclui que os celibatários se matam menos que os casados e procura confrontar esta obsevação de que o casamento e a vida familiar aumentam a probabilidade do suicídio. Durkheim então cria o que denominou coeficiente de preservação , número que indica quantas vezes é menor e chance de pessoas se suicidarem num grupo em comparação com outro considerando a faixa etária. Assim desenvolve quatro leis: 1) Os casamentos muito precoses têm uma influência agravante sbre os suicídios, sobretudo no que se refere aos homens. 2) A partir dos vinte anos, os cônjuges dos dois sexos se beneficiam de um coeficiente de preservação em relação aos celibatários. 3) O coeficiente de preservação dos casados em relação aos celibatários varia com os sexos. 4) A viuvez diminui o coeficiente dos cônjuges dos dois sexos, porém, o mais das vezes, não o suprime completamente. “A imunidade dos casados em geral se deve à influência da sociedade familiar, mas não à saciedade conjugal, que beneficia inteiramente os homens, e só em parte as mulheres” (Durkheim, 1982:143).

Por conseguinte, na terceira parte, Durkheim analisa à relação entre suicídio e sociedade. Estudando casos históricos, observa que o suicídio surge quando a velha organização da comunidade é abalada. “Não é à criseque se deve salutar influência(…), mas às lutas causadas pela crise. Forçando os homens a se unirem para enfretar o perigo comum, o indivíduo pensa menos em si mesmo e muito mais na coisa comum. Compreende-se, de resto, que essa integração possa não ser meramente momentânea, mas sobrevida às causas que a suscitaram imediatamente, sobretudo, quando é intensa”(Durkheim 1982:161). O autor chega a conclusãogeral que o suicídio vai variando opostamente do grau de integração dos grupos sociais a que pertence o indivíduo.

Declara que: “Quanto mais se enfraquece os grupos sociais a que ele (indivíduo) pertence,menos ele dependerá deles, e cada vez mais, por conseguinte dependerá apenas de si mesmo para reconhecer como regras de conduta tão- somente as que calquem nos seus interesses particulares. Se, pois, concordarmos em chamar de egoísmo essa situação em que o eu individual se afirma com excesso diante do eu social em detrimento deste último, podemos designar de egoísta o tipo particular de suicídio que resulta de uma indivuduação descomedida”(Durkheim, 1982:162).

Mais adiante quando trata do suicídio altruísta, Durkheim (1982:168) afirma:” Se, como acabamos de ver, uma individuação excessiva leva o suicídio, a individuação insuficiente produz os mesmos efeitos. Quando desligado da sociedade, o homem se mata facilmente, e se mata também quando está por demais integrado nela”. Este tipo de suicídio para o autor é endêmico em sociedades inferiores, e em seguida depois de exemplificar com casos históricos, classifica-os em três categorias: 1) suicídios de pessoas que chegaram ao limiar da velhice ou adoeceram; 2) suicídios de mulheres por ocasião da morte do marido; 3) suicídios de clientes ou servidores ao ensejo da morte de seus chefes.

Conclui o autor que crises industriais como financeiras, como as da prosperidade, têm o mesmo resultado: aumentam os suicídios porque são crises, ou seja perturbações de ordem coletiva. Por ser um processo imediato, leva os indivíduosa não seajustarem às novas condições. Para Durkheimatividades industriais e comerciais são as que registram mais suicídios, estando quase no mesmo nível que as carreiras liberais, ao passo que os índices são mais baixos na agricultura. Comparando patrões e empregados, afirma serem os primeiros mais atingidos que estes últimos.

Na parte em que estuda “Formas individuais dos diferentes tipos de suicídio”, Durkheim (1982:222-236), coloca em evidência os tipos sociais que propõe corresponder aproximadamente a tipos psicológicos. Desta maneira o suicídio egoísta corresponde apatiae secundariamente melancolia; ao altruísta, energia passional ou voluntária e sentimento do dever; ao anômico, corrtesponde irritação, desgosto e como variedade secundária, queixas contra a vida .

Já onde estuda “O elemento social do suicídio”, Durkheim (1982:237-259) tece considerações para ratificar sua posição de que o suicído só poderá ser explicado sociologicamente. ” É a constituíção moral da sociedade que determina a cada instante o contigente de moretes voluntárias. Existe, pois, para cada povo, uma força coletiva, de determinada energia, que impele os hoemns a se matarem”. Ratifica também que , em relação às condições individuais que:” Os movimentos que o paciente realiza, e que, à primeira vista, parecem só exprimir o seu temperamento pessoal, são na realidade, a consequência e o prolongamento de um estado social que manifestam exteriormente”.

Ao finalizar Durkheim diz que o suicídio é um fenômeno patológico que se torna cada vez mais ameaçador. O autor acredita que a restruturação dos grupamentos locais e a descentralização profissional, que multiplicaria os centros de vida comum, se romper a unidade nacional, poderiam deter o avanço do suicídio contemporâneo, do mal-estar de que padece a própria sociedade.

Já no século XX, estudos com dados estatísticos relacionavam o suicídio a fatores sociais como ocupação, urbanização, religião, mudança social, e também fatores não sociais como hereditariedade, raça, clima. Porém, permaneciaa questãose o suicídio era ou não relacionado à desordem mental.

Uma abordagem psicológica

Estudar o comportamento suicida exige do investigador um olhar atentoà singularidade dessa situação, na qual o ser humano busca uma ruptura radical para se livrar de uma dor psíquica insuportável. A tentativa de suicídio é um forte preditor de suicídio. Assim, entendera dinâmica intrapsíquica e intersubjetiva, na qual se encontra o sujeito que comete esse ato, é extremamente importante, a fim de buscar recursos preventivos e de favorecimento à vida. Assim é um ato circunscrito em uma dinâmica singular, em que a força dos conteúdos psíquicos irrepresentáveis leva ao pedomínio do traumático, dquilo que escapa ao universo representacional do sujeito.

A proposição da tentativa de suicídio como uma expressão da força do traumático é evidenciar o caráter de violência provocado pela dor psíquica. O trauma pode ser entendido como um acontecimento na vida que se define pela sua intensidade e incapacidade do sujeito em responder-lhe de força adequada em função de um transtorno, e pelos efeitos patogênicos duradouros que provoca na organização psíquica. A teoria do trauma encontra seu início nos textos freudianos de 1895, sendo reformulada na década de 1920. Tal teoria da subsídios ao argumento de ser a tentativa de suicídio decorrente da força do traumático, portanto, um ato que pressupõe dor. Desta maneira, o trauma alude a uma dor irrepresentável, que tem como consequência um ato que ocorre sem mediação, daí seu caráter violento. A quantidade que irrompe no psiquismo buscará uma forma de descarga sendo que, na situação da tentativa de suicídio, o “ato violento” dirige-se contra a própria pessoa no ato de buscar a própria morte. Freud (1897/1987) escreve ao seu amigo Fliess, em 21 de setembro de 1896, referindo-se ao abandono da teoria da sedução; assim, a idéia de traumatismo associa-se à fantasia e à intensidade dos conteúdos psíquicos. Posteriormente, em seus textos, permitem afirmar que o abandono da idéia de sedução real não significa desconsiderar a influência do traumático na etiologia das patologias.

Para Ferenczi (1923/1997), o traumático é o que não pode ser inscrito psiquicamente. A dor corresponderia ao sentimento de degradação de si, aproximando-se da vivência de morte. Quando as tentativas de lidar com o trauma fracassam e aumenta a senasação de desagregação, medidas psíquicas drásticas precisam ser acionadas. Maia(2003), diz que na situação de imensa dor psíquica, a possível saída para a vida seria a autodestruição, na medida que põe fim à angústia avassaladora.

As contribuíções de Ferenczi ajudam a pensar a tentativa de suicídio como um ato derivado de intensidades avassaladoras em que o sujeito paga com a renúncia a própria vida. Também é importante ressaltar entre tantas contribuíções do autor sobre o trauma, é que se evidencia o efeito de quantidades que paralisam e impedem o sujeito de viver como uma unidade psíquica. O impacto do trauma deixa o sujeito à mercê do irrepresentável, o qual mostra força do que não está nomeado ao impor um circuito de dor incessante.

A expressão da dor psíquica , segundo Maia(2003), enfatiza uma vivência de dor que se dá no limite do insuportável, associando-se à ameaça de aniquilamento do Eu. Na tentativa de sanar a dor psíquica ocorrem as adições, as somatizações, a paralisia fluxo de sejante, as anorexias, as bulimias. Essas formas conciliatórias defensivas nem sempre suprem tais estados afetivos que obedecem a uma economia de dor. O desejo de morrer é associada a uma falsa sensação de paz, de resolução de problemas. Não há outra soluçãopara o que faz sofrer, apenas a morte surge como recurso de extinção da dor. Buscar a própria morte é o código para nomear a desesperança e rendição.

Assim o traumático resulta na impossibilidade de tramitar psiquicamente o excesso a fim de encontrar, por meio de atribuíção de sentido, outra possibilidade de resolução dos conflitos. A fragilidade decorrente dessa situação evidencia uma sequência de repetições que aprisionam e empobrecem a vida psíquica. A experiência de buscar a própria morte é tida como única possibilidade de enfrentar a dor. Há um importante prejuízo em relação a capacidade de representar simbolicamente o que ataca o sujeito intrapsiquicamente. Nessa situação de desamparo em que encontra torna-se difícil recorrer aos investimentos agregadores e vitalizantes do Eu. Percebe-se um sentimento de extrema solidão e impossibilidade de buscar ajuda frente à situação dramática que vice o tenatdor de suicídio.

Na compreensão da intensidade do danopsíquico causado pelo traumático configura-se a tentativa de suicídio com um ato decorrente da vivência de intensa dor psíquica. O traumático, em sua dimensão de violência e de interrupção no campo psíquico, atordoa e paralisa qualquer possibilidade de elaboração psíquica. As repetidas tentativas de buscar a própria morte equivocadamente podem ser apenas vistas como encenações sem sentido ou rico quando, na verdade, é ausência de sentido do excesso que impulsiona esse ato. Encenar é pôr em cena aquilo que está como pura quantiadade errante no psiquismo. Esses atos represados alertam para a ocorrência de uma série de atos que pode ter um final somente derradeiro ato fatal. São repetições que contam sobre força do que não está simbolizado, denunciam a presença-ausência do sujeito em relação aos seus atos.

Justificativa:

O suicídio é um fenômeno paradoxal, de um lado aparece como a mais pessoal das ações que o indivíduo pode cometer. Por outro lado, é ubíquo; ocorre ao longo da história humana. Em todos os cantos do mundo e em determinadas circunstâncias demonstra tamanha similaridade, que é possível concluir que os fatores sociais desempenham papel importante ou decisivo.

A utilidade do estudo de suicídio para Saúde Pública poderia ser apontada através de algumas implicações:

-Para que o sujeito constitua um mundo interno, povoado predominantemente de bons objetos, além de considerarmos fatores constitucionais, temos de nos comprometer pessoal e profissionalmente, contribuindo para constituíção de ambientes propícios. A capacidade de maternagem adequada desenvolva-se nas pessoas através da identificação com figuras carinhosas. Por mais difícil que seja enfretar fatores sociais perversos, esta capacidade pode persistir. Porém frustações reais e condições de vida precária difilcutarão significativamente esta função. Famílias desestruturadas, ausência paterna, denças, problemas financeiros, desemprego, insegurança refletirão na qualidade e na quantidade de bons objetos identificatórios (Cassorla,1984). Contrapondo-se ainda que não existam problemas de sobrevivência, o tipo de vida pode facilitar a prepoderância de maus ojbetos. Assim o bem material nada tem a ver com a felicidade do sujeito.

-Diagnóstico precoce de situações de frustração, perda de sofrimento emocional em pessoas mais vulneráveis. Intervenção em populações mais sujeitas a isso. Condições de identificar lutos, ajudando a pessoa lidar com seus objetos internos e com a realidade externa de forma criativa. Tratamentos psicoterápicos e técnicas de educação em saúde que avancem além do cognitivo e com ética indispensável, que critique manipulações são essenciais. A compreensão do mundo cultural é necessária: parte da dificuldade na elaboração dos lutos tem a ver com a confusão ao lidar comperdas e mortes na sociedade. Condutas autodestrutivas, ainda que suspeitas, devem ser estudadas, compreendidasa intervenção, efetuada.

-Criação de condições que permitam o desenvolvimento da auto-estima pessoal e de sociedade. Isso somente pode ocorrer se o indivíduo é agente, ativo, crítico, participante de sua vida e da vida da sociedade da qual faz parte. Assim, com maior probabilidade, ele poderá sentir-se Homem, percebendo que tem objetivos valiosos para viver, objetivos esses que o predem à vida, por si mesmo e pela descendência, fazendo-o lutar contra a destruíção.

A audestruíção humana é mais uma faceta da violência geral ou, em termos coletivos, sua expressão completa.Formas característica de auto destruíção constituem-se apenas no pico de tudo, e na margem que escodem-se inúmeros fenômenos que estão mascarados ou aprecem de maneira sutil. Teorias psicanalíticas indicam, ao lado aspectos libidinais, componentesautodestruitivos que funcionam permanentemente. São pulsões de vida e de morte que se articulam com fatores externos, ou mesmo que os atraem.

Por outro lado, os fatores esternos, por vezes, podem ser compreendidos como formas de externalizar pulsões de morte, principalmente quando estas predominam. O processo civilizatório deve proporcionar condições para que as pulsões que predominam estejam erigidas do ladp da vida, dialeticamente integradas em fantasias e comportamentos ligados ao amor, à construção de parcerias e à criatividade.

Referências Bibliográficas

CASSORLA, R. M. S., 1984. Jovens que tentam suicídio-características demográficas e sociais: um estudo comparativo com jovens normais e com problemas mentais (I). Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 33: 3-12.

DURKHEIM, E., 1973. O Suicídio. Lisboa: Presença.

FERENCZI, S.( 1997). Sándor Ferenczi: Sin simpatia no hay curación. El Diario Clínico de 1932. Buenos Aires: Amorrortu.

FREUD, S. (1972). Tratamento psíquico ou mental. Em Edição standart brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud Vol. 7 ( J. Salomão, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1976). Fixação em traumas: O inconsciente. Em Edição standart brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud Vol. 16 ( J. Salomão, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1976). Além do princípio do prazer. Em Edição standart brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud Vol. 17 ( J. Salomão, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1987). Pojeto para uma psicologia científica. Em Edição standart brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud Vol. 11 ( J. Salomão, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1987). Carta 69 ( 21 de setembro de 1987). Em Edição standart brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud Vol. 1 ( J. Salomão, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.

LAPLANCHE, J. & PONTALIS, J.-B. (1983). Vocabulário da psicanálise.São Paulo: Martins Fontes.

MAIA, M. S. (2003). Extremos da alma: Dor e trauma na atualidade e clínica psicanalítica. Rio de janeiro: Garamond.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
Suicídio publicado 19/01/2008 por marcia minussi em http://www.webartigos.com

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/3752/1/Suicidio/pagina1.html#ixzz0ryowqw00

Written by caiafarsa

dezembro 7, 2008 às 1:08 am

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