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A Igreja Católica aceitava a Astrologia?


Por Jefferson Nóbrega

A MENTIRA:

Primeiro destaco o trecho: A Igreja Católica na Idade Média aceitava, embora relutante a astrologia.

Agora prestem atenção no restante:

O que é Astrologia?

É uma ciência divinatória que supõe a influência dos astros sobre o curso dos acontecimentos e sobre o destino dos seres humanos.
Pretende que a posição dos corpos celestes num dado momento (nascimento da criança condicionou seu futuro “bom ou mau?”. A vida torna-se, então, previsível e predizível pelo exame do céu. II Rs 21:6. Pelos documentos antigos que podem ser encontrados na biblioteca Assíria sabe-se que a idéia do homem de adorar, cultuar e mesmo pensar ser dirigido pelos astros data desde os primórdios da humanidade.

Obs.: Astrologia e Astronomia são a mesma coisa?

Astronomia ciência que estuda os astros.

ASTROS – DEUSES.

O curso do sol e outros planetas foram estabelecidos 1.000 A.C. Cinco eram conhecidos e juntando o sol e a lua formou-se o número místico sete.

Correspondência de uma divindade maior:

Marduk ou Nebiru (Júpiter)
Ishtar ou Milita (Vênus)
Ninurta ou Ninib (Saturno)
Nebo ou Nabu (Mercúrio)
Nergal ou Neinodhac (Marte)
Sin ou Nannaru (Lua)
Samas ou Shamash (Sol).

Esses deuses-planetas eram chamados interpretes, pois permitiam interpretar o futuro. A Igreja Católica na Idade Média aceitava, embora relutante a astrologia.


ONDE SE ENCONTRA:

http://solascriptura-tt.org/Seitas/ComoIdentificarHeresia-IBR-StaCatarina.htm
http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=10510


A VERDADE DOCUMENTAL:

Dois decretos seriam mais que suficientes para aniquilar a mentira supracitada:

[Dz 35] Se alguém pensa que se deve crer na astrologia, seja anátema. [Concílio de Toledo, ano 400].

[Dz 239] Se alguém crê que as almas humanas estão ligadas a um signo fatal, como disseram os pagãos e Prisciano, seja anátema. (Papa João III, no século IV).

Se o pérfido autor se desse ao trabalho de fazer uma simples pesquisa antes de cuspir suas acusações, ele não diria tanta besteira. Como ousa dizer que a Igreja apoiou a astrologia, sendo que a mesma decreta anátema (excomunhão) aos que a pratica?

Mas, para que não reste nem sombra de dúvida, mostrarei outras condenações. Algum herege ou outro opositor pode alegar que tais condenações vieram somente no século IV.

Ora, tal argumento também vai por água abaixo, primeiro porque à astrologia é condenada pelas sagradas escrituras (Dt. 4:19, 17:3, 2 Rs. 17:16, 21:3 Jr. 8:2) e porque existe um leque de condenações por parte dos pais da Igreja.

Logo de início podemos citar a Didaqué:

“[...] Também não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre essas coisas, pois de todas essas coisas provém à idolatria.” [Didaqué, ed. Paulus, 1989, pp. 12-13]

Os Padres da Igreja também foram unânimes na condenação da astrologia:

— Tertuliano: “Observamos entre as artes algumas acusáveis de idolatria. Dos astrólogos, nem deveríamos falar; mas como nesses dias um deles nos desafiou, defendendo em proveito próprio a perseverança nesta profissão, direi algumas palavras. Alego não que ele honre ídolos, cujo nome escreveu nos céus, para quem atribui todo o poder de Deus… Proponho o que segue: aqueles anjos, os desertores de Deus [demônios]… eram muito provavelmente os descobridores dessa curiosa arte [a astrologia] por isso mesmo condenada também por Deus” (Idolatria 9 [211 D.C ]).

— Hipólito: “Quão impotente é o sistema [astrológico] para comparar as formas de disposições dos homens com os nomes das estrelas!” (Refutação de Todas Heresias 4:37 [228 D.C.]).

— Taciano o Sírio: “[Sob a influência de demônios] os homens formam o material de sua apostasia. Tendo a eles mostrando o plano da posição das estrelas, como jogadores de dados, introduzem o Destino, uma injustiça patente. O julgamento e o julgado são feitos pelo Destino, os assassinos e os assassinados, os afluentes e os necessitados – [todos são] o produto do mesmo Destino” (Discurso Aos Gregos 8 [D.C. 170])

Tais condenações também vieram dos Santos Doutores:

— Sto. Atanásio: “Donde ser verdade que os autores de tais livros [os astrólogos] acarretaram a si próprios uma dupla reprovação, pois aprofundaram-se em uma desprezível e mentirosa ciência”. (Carta de Páscoa 39:1 [D.C. 367])

— Sto. Basílio Magno: “Aqueles que ultrapassam os limites, fazendo das palavras da Escritura sua apologética para a arte de calcular temas de genitura [horóscopos], pretendem que nossa vida dependa da moção dos corpos celestes, e assim os Caldeus lêem nos planetas o que nos ocorrerá”. (Os 6 dias da Criação 6:5 [D.C. 370])

— Sto. João Crisóstomo: “(…) E de fato uma treva profunda oprime o mundo. É ela que devemos fazer dissipar e dissolver. E tal treva não se encontra somente entre os heréticos e os gregos, mas também na multidão do nosso lado, no que diz respeito às doutrinas da vida. Pois muitos [os Católicos] descrêem inteiramente na ressurreição; muitas fortificam-se com o horóscopo; muitos aderem a práticas supersticiosas, augúrios e presságios”. (Homilias sobre Coríntios I, 4:11 [D.C. 392])”.

— Sto. Agostinho: “O bom cristão deve precaver-se de astrólogos e outros adivinhadores ímpios” (cit. na Suma Teológica de Sto. Tomás, IIa IIae., q.95, art.5).

Também condenaram a astrologia Sto. Isidoro de Sevilha, na sua obra Etimologias, Sto. Boaventura, no Hexaemeron (onde qualifica a astrologia de “abuso da razão”), Sto. Afonso Maria de Ligório, doutor em teologia moral, para quem praticar astrologia é incorrer em pecado mortal (Comentário aos Dez Mandamentos).

Existem também aqueles que afirmam que São Tomás de Aquino aceitava a astrologia, aproveitemos para também revelar a verdade acerca do assunto.

As observações sobre as “Conclusões” do capítulo X do livro “Les corps célestes dans l´univers de saint Thomas d´Aquin””, de Thomas Litt, O.C.S.O (Publications Universitaires — Louvain, Belgique, 1963, p. 240-241) expressa:

A influência admitida restringe-se aos eventos corporais. Nisso, na Suma Contra os Gentios, Santo Tomás é taxativo: “é impossível que a operação intelectual esteja sujeita aos movimentos celestes” (III. 84). Da mesma forma, o aquinatense nega qualquer influência dos astros sobre nossa vontade, como se vê na epistola supra, “… é preciso absolutamente compreender que a vontade do homem não está sujeita à necessidade dos astros”. Assim, Santo Tomás exclui do raio de influência dos astros justamente as faculdades que especificam o homem — os intelectos e a vontade.]

Portanto, o grande doutor aceita a influência dos astros sobre o físico, mas nega tal influencia sobre as faculdades mentais, continua a explicação:

Isso fica claro nessa passagem da C. G. (III. 85): “[os corpos celestes] podem ser, não obstante, causa ocasional indiretamente (…)”. E o exemplo clarifica: “por exemplo, quando por disposição dos corpos celestes o ar se esfria intensamente, decidimos esquentar-mo-nos no fogo ou outras coisas em consonância com o tempo”.]

E Thomas Litt explica sobre a opinião de São Tomás acerca das supostas previsões dos astrólogos:

II Sent., 7, 2, 2, ad 5: Quando as predições têm em vista os atos humanos livres, são amiúde falsas.

II Sent., 15, 1, 3, ad 4: As predições são verdadeiras plerumque, mas porque os demônios ajudam o astrólogo.

C. G. III, 84: Os astrólogos podem julgar do nível intelectual de um homem (não há indicação sobre a freqüência dos julgamentos justos).

C. G. III, 154: Os demônios podem fazer muitas predições justas (mais acima Santo Tomás mais ou menos equiparou a ciência das demônios e a dos astrólogos).

5. Acerca da licitude da advinhação astrológica, temos seis textos, onde o ensinamento permanece constante ao longo da carreira de Santo Tomás, sem que se possa discernir uma evolução nem para mais nem para menos severidade. A doutrina resume-se a isto: não é supersticioso nem ilícito buscar prever pelos astros as secas, as chuvas etc. É supersticioso e ilícito buscar prever pelos astros as ações livres humanas, e, segundo a autoridade de Santo Agostinho, o demônio imiscui-se amiúde nesse gênero de consultas, que se tornam por isso mesmo um pacto com o demônio.

Eis um trecho do pronunciamento de São Tomás condenando a consulta aos astros:

Mas o diabo, a fim de arrastar os homens ao erro, imiscui-se nas predições daqueles que se voltam aos julgamentos astrais . É o motivo pelo qual Santo Agostinho disse em seu Comentário Literal Sobre o Gênese: é preciso reconhecer que, quando os astrólogos predizem com veracidade, é devido a qualquer influência ocultíssima que os espíritos humanos põem ao seu serviço; e quando tal se dá com a intenção de mistificar os homens, é obra dos espíritos imundos e sedutores, que podem ter dos afazeres temporais algum conhecimento verdadeiro.Por este motivo, Agostinho diz ainda, no livro segundo de seu tratado Sobre a Doutrina Cristã, que as observações astrais desta espécie equivalem a um pacto contraído com demônios.
Ora, o cristão deve evitar totalmente ter pacto ou sociedades com demônios, segundo esta palavra do Apostolo (I Cor. 10, 20): Não quero que vos torneis associados aos demônios. E assim, deve ser tido por certo que a consulta aos astros sobre o que depende da vontade do homem é um pecado grave.

Portanto, fica provado que a Igreja desde o início tem condenado firmemente à astrologia e tal condenação tem perdurado até os dias atuais. Mas movido pelo desejo de oposição, o herege acusador jogou informações sem provas, apenas com intuito de enganar os menos instruídos e de atacar a única Igreja verdadeira.

Mas, já que fomos caluniados, sem provas, com mentiras descabidas não me contentarei em apenas desmascarar a fraude, mas mostrarei a todos quem na verdade é responsável pela difusão da horoscopía astrológica moderna.

Se os protestantes resolvessem pesquisar sobre o assunto saberia que o protestantismo foi essencial para a difusão da astrologia moderna. No livro “História da astrologia: da Antiguidade aos nosso dias” de Vom Stuckrad é exposto o fato, deixo-vos o texto:

OS PROTESTANTES E A DIFUSÃO DA HOROSCOPIA ASTROLÓGICA NA ERA MODERNA

Contudo, Lutero não pôde evitar que a Universidade de Wittenberg se tornasse um centro de pesquisa astrológica no século XVI (ver Oestamann,2003,32-5). E isso se deveu sobretudo a Philipp Melanchton (1497-1560), que adquiriria seus conhecimentos astrológicos com o astrônomo de Tübingen.Stöffler, nos anos de 1512-18 e, a partir daí, autuou como defensor veemente da astrologia, elaborando de maneira correspondente o currículo da Universidade de Wittenberg. Considerava a interpretação dos astros como instrumento legítimo de invesitigação da vontade divina.

A astrologia difundida por Melachthon, dotada de legitimação cristã, influenciou muitos sábios que tiveram contato com Wittenberg, entre eles, Georg Joachim Rheticus, Erasmums Reinhold, Heinrich Rantzau e o famoso teólogo dinamarquês Niels Hemmingsen, que confessa em uma cara a Rantzau:

A influência de Melanchthon (não só) sobre a astrologia de cunho protestante do século XVI foi considerável.

Stuckrad, Kocku von
História da astrologia: da Antiguidade aos nosso dias / Kocku vom Stuckrad; tradução Kelly Passos – São Paulo : Globo 2oo7.

Kocku Von Stuckrad Professro de Religião da Universidade de Groningen.

Percebam caríssimos como a situação é totalmente o oposto do abordado nos pérfidos sites heréticos, ao contrário do que o site caluniador afirma a igreja sempre combateu profundamente a astrologia, no entanto, em contrapartida o protestantismo foi ponto chave em sua difusão.

E novamente o esplendor da verdade Católica prevalece sobre as trevas da mentira protestante!

“Aprofundar o conhecimento acerca da história é abdicar ao protestantismo”.
John Henry Newman, ministro ex-protestante convertido ao catolicismo.

Sendo assim…

Cai a Farsa!

Referências:

http://www.permanencia.org.br/sumateologica/Comentarios/astrologia.htmhttp://www.permanencia.org.br/sumateologica/Textos/iudiciis.htmhttp://praelio.blogspot.com/2010/02/o-protestantismo-e-astrologia.html
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Written by caiafarsa

março 22, 2010 às 12:34 am

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