Caiafarsa

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“BANQUEIRO DE DEUS”


Após a morte do Papa João Paulo I, correu solta a imaginação dos hereges escritores e caçadores de níquel. Sites protestantes como o CACP, eleito recentemente pelos próprios protestantes, como um dos piores do Brasil, http://baptizedinfire.wordpress.com/2008/07/29/os-piores-sites-apologeticos-do-brasil/ fizeram a farra com tais livros em mãos, já não valia mais o dogma protestante do“Sola Scriptura”. O próprio CACP resolveu compilar os embustes de outros sites protestantes, para assim se esquivarem da responsabilidade pelas calúnias: http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=94&cont=1&menu=2&submenu=2
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A VERDADE DOCUMENTAL

Causa oficial da morte do Papa João Paulo I:

<<Apagou-se, tão rápido como surgiu para o mundo, o sorriso de João Paulo I, o 261º papa dos 700 milhões de católicos. Mal iniciava o seu 34º dia de pontificado, por volta das 23 horas de quinta-feira da semana passada, quando morreu de um enfarte agudo do miocárdio. Segundo informa o comunicado oficial do Vaticano, o primeiro a saber de sua morte foi seu secretário particular, às 5h30 da manhã de sexta-feira. (…) A causa, na opinião da maioria dos médicos ouvidos em vários países, talvez seja o stress, o esgotamento, confirmado por uma queixa de João Paulo I, no início da semana.>> http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_04101978.shtml

ORIGEM DA LENDA DO “ASSASSINATO” DO PAPA:

Em 1983 surgiu um romance intitulado “A Batina Vermelha”, do francês Roger Peyrefitte, que combinava uma trama da KGB com uma conspiração da Máfia, os maçons e o Banco do Vaticano. Usando para os seus personagens pseudônimos mal disfarçados (o arcebispo Paul Marcinkus, por exemplo, chama-se Larvenkus); o papa não era um reacionário morto por liberais. Ao contrário: era um reformador liberal decidido a acabar com a corrupção. O pano de fundo da intriga era baseado em fatos e pessoas bem conhecidos, nesse caso, os “3M”: morte, máfia, maçonaria. Algo parecido com as quimeras de Dan Brown.
No romance de Peyrefitte, Marcinkus e Villot assassinam o papa com veneno injetado. Ao crime estão associados Calvi, Sindona e Gelli. O motivo imediato dos prelados era evitar a sua demissão. No caso de Marcinkus, sua exoneração teria posto a descoberto o envolvimento maior do “Banco do Vaticano” em extensas negociatas com a Máfia e os maçons. É daí que com muita má fé, os embusteiros descambaram para confundir ficção com realidade, e convidar os fracos de discernimento à odiar a Igreja.

Em 1984, aparece David Yallop, com seu fantasioso livro “In God’s Name”, também candidato a encher os bolsos de dinheiro, com o rentável “assassinato” do Papa João Paulo I.
Em 1989, John Cornwell, aquele chamado de “o vigarista consciente” pelo Jornalista Olavo de Carvalho, do
Jornal do Brasil http://www.olavodecarvalho.org/semana/070201jb.html, lança seu livro “Um Ladrão na Noite”, acrescentando mais lorotas, em torno do fantasioso “assassinato”.
O ‘DESCODIFICADO’ DAN BROWN TAMBÉM ESTEVE POR TRÁS DAS LOROTAS SOBRE A LENDA DO “ASSASSINATO”

O escritor português Luis Miguel Rocha, outro candidato a encher os bolsos, resolveu também, afirmar em seu romance “O último Papa”, que João Paulo I morreu “assassinado”. – Detalhe: O livro de Rocha, escritor de 29 anos desconhecido do grande público, possui um prefácio escrito por Dan Brown, o hilário autor americano do best-seller “Código Da Vinci”.
http://www.jornalvejaagora.com.br/2005/12/17/Pagina6112.htm

LOROTAS, CINEMA E PIPOCAS

Também para arrancar trocados enquanto atacam a Igreja, produziram um filmezinho que difunde a lorota, intitulado: “The Godfather: Part III”[ (br: O Poderoso Chefão 3 – pt: O Padrinho: Parte III), é um filme estadunidense de 1990, do gênero drama, dirigido por Francis Ford Coppola e com roteiro baseado em livro de Mario Puzo. O roteiro insere versões para recontar e interligar de forma fictícia eventos reais, tais como a súbita morte do Papa João Paulo I (1978) e o escândalo do Banco Ambrosiano (1981-1982). http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Godfather_Part_III

Os tais embusteiros, livreiros e cinematográficos, sabem de “tudo” com “riqueza de detalhes”, engordaram suas poupança, mas, nunca foram aos tribunais expor suas lorotas, com medo de ficarem lá, presos. Eles sabem que “A mentira, mil vezes repetida, torna-se verdade”. A frase é de Goebbels, o propagandista de Hitler, mas é exatamente nisso que eles apostam.
SOBRE AS FALSAS ACUSAÇÕES AO ARCEBISPO MARCINKUS:

A frase imparcial que segue, é de Aramis Millarch, publicado originalmente em:Veículo: Estado do Paraná Caderno ou Suplemento: Almanaque Coluna ou Seção: Leitura Página: 16 Data: 25/11/1984:
“Yallop cita Marcinkus como um possível conspirador no crime. Suas alegações procedem? Ou pelo menos levantam a suspeita de que existe culpa? Acho que não. Se Yallop tivesse de comparecer a um tribunal como réu num processo de calúnia ou como testemunha de acusação no julgamento de um crime de morte, o advogado da parte contrária o reduziria a pedacinhos. O que não quer dizer que a prova do autor e mesmo suas presunções não sejam muito lógicas. Porém não o bastante – estão bem longe disto – para significar autoria do assassinato”.

Os embusteiros, ávidos em alimentar suas fantasias, ignoraram completamente os depoimentos de médicos de vários países, as antecedentes sobre a frágil saúde do Papa e os depoimentos de sua família:

“É muito comum morrer de crise cardíaca em nossa família”, informaria uma sua prima, Agnes Lacotte, residente no interior da França. Reforçava-se, assim, outra informação familiar, dada ainda em agosto por uma sobrinha, Pia – “sua saúde sempre foi motivo de preocupação”. Ele próprio, na última audiência pública, na quarta-feira, afirmou a um grupo de enfermos: “Não se preocupem. Eu, que já sofri quatro cirurgias, sinto-me agora muito melhor”. http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_04101978.shtml

Cabe aos fantasiosos explicar se a debilitada saúde do Papa era também causada pela “máfia” ou pela “maçonaria”.

“BANQUEIRO DE DEUS”???

Embora o arcebispo Marcinkus não fosse “banqueiro”, e o apelidado “banqueiro de Deus” fosse na verdade Robert Calvi (apelido lhe dado porque tinha como cliente o IOR http://press.jrc.it/NewsExplorer/clusteredition/pt/20070606,uol-f8a60062bd9cdcfdf773e1e00fd858e1.html), noticiou o Jornal do Brasil, fazendo ainda confusão do que já foi elucidado:

<<Absolvido o ‘banqueiro de Deus’
Bispo Paulo Marcinkus

Marcinkus, investigado pela justiça italiana, foi absolvido em 1985 de todos as acusações, mas se viu obrigado a deixar, em 1990, o Vaticano e aposentar-se nos Estados Unidos, depois de uma longa negociação entre a Itália e a Santa Sé.>>
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2006/02/21/jorint20060221005.html

O Jornal quando maldosamente alega: “depois de uma longa negociação entre a Itália e a Santa Sé”, mente, a Itália nada tem a ver com aposentadoria de arcebispos católicos. E quando alega: “se viu obrigado a deixar, em 1990, o Vaticano e aposentar-se nos Estados Unidos,” omite nesse trecho que, Paul Marcinkus voltou a sua terra natal, pois era americano; sofria de problemas cardíacos e tinha lá sua família. Morreu aos 84 anos em Phoenix, Arizona. A verdade nisso tudo é que o arcebispo foi inocentado de todas as calúnias.

O arcebispo Marcinkus não era “banqueiro” coisa nenhuma, foi apenas responsável pelo Instituto para as Obras Religiosas (IOR), acionista como muitos, do Banco Ambrosiano, o maior banco privado italiano. Há um esforço tremendo dos sensacionalistas para omitir isso das pessoas, e colocá-lo como dono de banco, maldosamente o chamando de “Banqueiro de Deus” fazendo crer que a maçonaria era cliente deste.

E para confundir ainda mais os desatentos, os embusteiros confundem intencionalmente, o IOR – Instituto para as Obras Religiosas, como sendo um “banco”, o que é uma tremenda lorota, tire sua dúvida aqui: http://www.zenit.org/article-15392?l=portuguese a malícia é só para chamar o arcebispo Marcinkus de “banqueiro de Deus” e o imaginário “banco”, de “Banco de Deus” ou, “Banco do Vaticano”.

O banco Ambrosiano, deu prejuízo a todos os seus acionistas, incluindo o ingênuo arcebispo Marcinkus, mas, só Marcinkus foi aventado pelos falaciosos inimigos da Igreja.
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Seu sucessor desde 1989 no IOR, o italiano Angelo Caloia, assim definiu Marcinkus:

“- Era um tipo superficial e mal aconselhado. Acreditava conhecer o mundo dos negócios, mas, na realidade, foi uma vítima desse mundo. Comprometeu e endividou o IOR apesar de ser um bom padre.”

A má gestão de Marcinkus, foi coroada de prejuízos para a Igreja, não tendo esta, sido beneficiada em qualquer momento, quando aquele usou os serviços do Banco Ambrosiano.

O tal Roberto Calvi, que fora encontrado morto debaixo de uma ponte, é quem era o presidente do Banco Ambrosiano, sua gestão deixou um rombo de US$ 1,4 bilhão no banco e levou o IOR, seu principal acionista, a perder US$ 250 milhões. Veja só o prejuízo que esse banco deu à Igreja.

O próprio confuso Jornal do Brasil, afirma que depois do fim do Banco Ambrosiano: <<Em 1992, as contas do Vaticano passaram a ser públicas e o saldo melhor. Graças às chamadas ”entradas institucionais” – impostos pagos por dioceses e organizações religiosas em todo o mundo, instituídos pelo código canônico de 1991 -, a Santa Sé saiu de um ”vermelho” que durou 23 anos. >> http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2006/02/21/jorint20060221005.html

Inclua nesses 23 anos, os 20 anos da desastrosa gestão do arcebispo Marcinkus, que nenhum dividendo trouxe a Igreja, para os aleivosos saírem por aí querendo acusá-la de compartilhar dinheiro de Máfia e de Maçonaria.

A rigorosa justiça italiana foi eficaz na absolvição do arcebispo Marcinkus, e jogou no lixo da incredibilidade, todos os escritores fantasiosos, caçadores de níquel, que com suas lorotas tentavam macular o nome da Igreja Católica.

Não canso de relembrar as palavras do Lutero, que, anos antes de lançar-se em revolta aberta, dizia: “(…) os hereges não são bem acolhidos se não pintam a Igreja como má, falsa e mentirosa. Só eles querem passar por bons: a Igreja há de figurar como ruim em tudo.” (Franca, Leonel, S.J. A Igreja, a reforma e a civilização, Ed. Agir, 1952, 6ª ed. Pág. 200).

Autor: Fernando Nascimento.

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=32876590&tid=5273316826949113098&kw=

Written by caiafarsa

junho 13, 2009 at 8:43 pm

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